CULTURA
Sincretismo religioso marca data com homenagens na Praia do Futuro
Da Redação
Neste 15 de agosto, a fé une diferentes tradições religiosas em Fortaleza. Enquanto católicos celebram o dia da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Assunção, umbandistas e praticantes das religiões de matriz africana homenageiam Iemanjá, a Rainha do Mar. A data é símbolo do sincretismo religioso, uma das marcas da cultura brasileira.
A celebração de Iemanjá no Ceará, especialmente na Praia do Futuro, completa 60 anos em 2025. A programação inclui cortejos, rituais, apresentações culturais e falas institucionais ao longo do dia.
Segundo Mãe Tecla de Tupinambá, presidenta da União Espírita Cearense de Umbanda, a festa tem profundo significado histórico e espiritual.
“É uma das homenagens mais importantes do estado. Começou nos anos 30 e 40 com Manuel Rodrigues de Oliveira, que escolheu essa data por coincidir com o dia da padroeira da cidade. Era uma forma de garantir espaço para nossa fé, numa época em que cultos de matriz africana eram proibidos e praticados escondidos, na mata”, explicou.
Iemanjá: mãe e força espiritual
A figura de Iemanjá tem forte apelo simbólico entre os praticantes da Umbanda e do Candomblé. É considerada a mãe de todos os orixás e protetora das águas.
“Pessoas vêm de várias partes do estado e até de fora para agradecer as bênçãos recebidas. O tema deste ano é ‘60 anos de amor, luta e fé’, celebrando nossa resistência e nossa fé”, completou Mãe Tecla.
As homenagens também acontecem na Praia de Iracema, outro ponto tradicional de celebração à Rainha do Mar.